Financiamento de carro usado: TAEG, entrada e o que comparar
Publicado a 20/08/2026 · 6 min de leitura · Equipa Stands de Carros
Quase metade dos usados vendidos em Portugal é financiada. A diferença entre um bom e um mau contrato raramente está na prestação — está na TAEG, no prazo e nos extras que se colam ao crédito.
Olhe para a TAEG, não para a prestação
A TAN é a taxa de juro; a TAEG inclui juros, comissões, seguros obrigatórios e imposto de selo. É o único número que permite comparar propostas de bancos diferentes.
Peça sempre a FIN (Ficha de Informação Normalizada) — é obrigatória e mostra o montante total imputado ao consumidor, ou seja, quanto paga no fim.
Entrada e prazo mudam tudo
Uma entrada de 20% reduz juros e melhora a aprovação. Alargar o prazo baixa a prestação, mas em 84 ou 96 meses o carro desvaloriza mais depressa do que a dívida amortiza.
Regra prática: o prazo do crédito não deve ultrapassar o tempo que pretende ficar com o carro.
Crédito clássico, leasing ou balão?
No crédito clássico é proprietário desde o início. No crédito com valor residual (balão) a prestação é menor, mas fica uma parcela final grande para pagar, refinanciar ou devolver.
O balão só compensa se souber, à partida, que vai trocar de carro no fim do contrato.
O que o banco avalia
Taxa de esforço abaixo de 35% do rendimento líquido, contrato de trabalho, histórico na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal e idade da viatura — muitos bancos limitam usados com mais de 10 a 12 anos.
Como funciona na Stands de Carros
O financiamento é tratado diretamente com o Stand que tem a viatura, o que evita comissões intermédias. Envia-nos a viatura que quer e nós encaminhamos o pedido — normalmente com resposta no mesmo dia.
